sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Meu tempo.

Quanto tempo se passou e ao longo dos meus 47 anos  bem vivido "diria" estou eu aqui, escrevendo meus pensamentos...desejos e vivências...cheguei  à um ponto que nada mais me importa tanto, quanto estar bem comigo...sei que ja tenho marcas expressivas de uma vida...questões até mal resolvidas de um subconsciente  imaturo talvez...mas tão leve que nem faço questão de levar em consideração, dou risada de mim mesma ao invés de me criticar...quando tropeço espero cair sim...pra depois levantar bem mais forte e seguir, talvez eu não esteja aqui amanhã por isso decidi viver o hoje com vontade e qualidade, sou mais eu indo e vindo... O belo me atrai...o bom humor pra mim é essencial...em relação ao espelho o segredo é não ficar me olhando muito...visto a roupa e vou embora logo, que é pra não me arrepender...me sinto bela logo de manhã que é pra chegar no fim do dia feliz...sorrindo...cantando...mesmo que o dia não tenha sido bom...hoje já não me arrependo do que faço...grito aos quatro ventos o que penso...e sem querer ser sou melhor hoje em tudo.
As vezes gostaria de ter feito tudo diferente mas não adianta mais...passou já foi...
E então quando me deito já cansada me pego nos devaneios...e ali me realizo entre perguntas e respostas que eu mesmo elaboro...viajo no tempo e adormeço...pra que no outro dia eu possa recomeçar tudo outra vez...vivendo no meu "tempo".

Pensamentos meus!!
Vanda Van.

Vem outra vez pra mim.

Há quanto tempo eu te espero...
Há quanto tempo me perdi em você...
Há quanto tempo quero te encontrar pra poder dizer o quanto me tem feito falta...tua ausência me sufoca e chega me desequilibrar por completo.
Tenho sede de ti...do teu calor...do teu corpo sobre o meu...dos teus lábios passeando por sobre minha pele nua..quente...inefável...
Vem!! Vem logo ao meu encontro...vem não demores...te quero outra vez em mim...vem...chama meu nome...grita...solta a voz e diz que me precisa... que me quer outra vez em ti...
Vem...volta e me busca mais outra vez...e outra...e outra vez pra ti...por ti...por mim...por nós.
Pensamentos meus!!
Vanda van.

Mulher acorrentada.

Sou a mulher acorrentada...e não consigo me libertar...as chaves estão comigo...mas não...não consigo me soltar...sei que posso...sim eu posso!
Mas o medo da liberdade me persegue e então eu jogo a chave fora...jogo bem longe...e agora? A chave... Onde esta? Porque joguei a chave fora? Sou mulher acorrentada no meu passado...acorrentada no meu silêncio...no meu medo de seguir...seguir sem você que me aprisionou em ti...as correntes estão em mim...não!!! Não quero...não vou conseguir...preciso viver assim...mulher acorrentada em você.
Pensamentos meus!!
Vanda van.

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Talvez...se eu fosse você...

E se eu fosse você talvez eu me odiasse...sim me odiasse por não conseguir me amar...talvez eu me odiasse por não dar valor a quem de fato mereça...talvez se eu fosse você eu me queria como o Sol quer a Lua...como o pássaro quer o céu e a imensidão...como o verão precisa do meu corpo nu exposto...como o tempo que sempre para quando penso em você... talvez se eu fosse você eu me deixasse partir sem dia pra voltar...ou talvez...se eu fosse você eu me arrependeria...por simplesmente não saber me amar.
Pensamentos meus!!
Vanda van.

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Onde está esse homem...

Cade aquele homem que vai me tirar pra dançar...ou vai me ver dançar pra ele...cade? O homem que vai me fazer despir a alma e me fazer encaixar nele como uma numa penetração profunda de tesão e desejo...cade esse homem? Que vai andar de mãos dadas comigo...que vai me fazer dormir no seu colo e acariciar meus cabelos?? Cade esse homem que vai demonstrar seu amor me trazendo um bom bom...ou uma flor quando eu menos esperar...cade esse homem que vai ler um dos meus textos e dizer...escreve um só pra mim meu Amor... Cadê esse homem que vai enxugar minhas lágrimas quando eu estiver triste de saudades...quando eu sentir dor...cadê esse homem que poderá me acrescentar com palavras de carinho o terno Amor de Deus...cadê?  Cadê aquele que vai experimentar o meu gozo e com certeza gozara pra mim também...cadê esse homem?? Onde anda? Será que ele também me procura?? Será que também se desespera por mim? Onde andas esse homem...
No meu Sonho... Talvez...
Pensamentos meus!!
Vanda Jacometti.

Minha inspiração

Posso me expressar com meu corpo sedento e ardente de desejo por ti...mergulhar nos teus olhos e te dizer o que meu coração tem de melhor...estar contigo no tempo e no espaço de um segundo seria uma eternidade líquida.. Transporte e totalmente pura.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Corações, ilusões.

Os corações não são iguais, cada corpo carrega em si diferentes Almas que tentam se unir as diversas e diferentes ilusões. Talvez de certo e a tentativa seja válida ou não...e então que seja fantasia inventar uma paixão e esperar que um dia volte...e fique para sempre (Ilusão ).
Vanda Van.

Alma cansada.

Ilusão sonhar e acordar mais uma vez sem você... e essa incerteza de tudo que invade a alma de um jeito incerto insano...o tempo vai passando a hora vai correndo... e eu?? Eu já nao tenho mais o mesmo desejo de antes, minha alma cansada parou de tentar entender o porque?
Não... Não dá mais pra ser... acabou o tempo o relógio parou...e a vida??  A vida vai seguir seu curso, sem você... tentando não sofrer.
Vanda Van.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Eu mudei.

Talvez eu tenha mudado por fora...talvez por dentro e quem sabe eu tenha mudado alguém?? Pra melhor?? nunca se sabe ao certo...o que da pra saber é que as mudanças acontecem e independe do nosso querer...mudamos a cada minuto de nossas vidas e vai ser sempre assim...vou seguir caminhando...me despindo da cabeça aos pés e provarei sem duvidas do  "Melhor" que ainda esta por vir.
Vanda van.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Monologo das mãos...



Fechada e levantada representa força, poder, opinião. Suave como uma bailarina, ela desliza, ela valseia, ela dança, ela medica as chagas, ela enxuga as lágrimas alheias e também as suas escondendo-as por vezes dentro da vergonha da mais profunda solidão da total incapacidade de amar. Mas também com as mãos nós atiramos o beijo, uma pedra, uma flor, uma granada, uma esmola, uma bomba. Com as mãos o agricultor semeia e o anarquista vem e incendeia. Com as mãos, nós construímos o salva-vidas dos canhões, os bálsamos, os instrumentos de tortura, os venenos, os remédios, a arma que fere e o bisturi que salva. Com as mãos o herói impunha a espada e o carrasco acorda. Com as mãos nós tapamos a vista para não ver e é justamente com elas que protegemos a vista para ver melhor. Os olhos dos cegos são as mãos, os mudos falam com as mãos. As mãos na agulheta do submarino leva o homem para o fundo do mar com os peixes e no volante da aeronave atirou-o para o ar com os pássaros. Jesus abençoava com as mãos. O homem para pedir a criatura amada em casamento pede a mão. Agora com um aperto de mãos pode ser o maior pacto de amizade por uma vida inteira. E nos dois extremos da vida quando nascemos para o mundo e quando partimos para sempre ainda são as mãos que prevalecem porque quando nascemos para nos levar a carícia do primeiro beijo são as mãos maternas que nos agasalham e acariciam o corpo pequenininho. E no fim da vida quando os olhos fecham, o corpo gela e os sentidos desaparecem, ainda são as mãos brancas de cera que continuam na morte as funções da vida e a imagem consoladora do Nazareno pregado na cruz vai conosco pra debaixo da terra e nossas mãos cruzadas no peito e as mãos dos amigos nos conduzem e as mãos do coveiro nos enterram.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Monólogo...O que há do outro lado.

Monólogos poéticos ( O que há do outro lado ...)

E o que me disseram apenas atravessaram meus ouvidos continuei imóvel, tão imóvel quanto a lua que reluzia no céu. Eu estava viajando em um longo espaço de tempo mais parecia que eu nunca estivera ali, respirei fundo desviei os olhos que fixados estavam no nada, mas centenas de pensamentos e perguntas e respostas confusas embaralhavam-se pela minha cabeça, percebi que talvez fosse tarde demais, mas para mim nunca fora tarde demais quando ainda se tem forças e uma gota de esperança de recuperar o tempo perdido. Eu estava lá, como estou aqui agora, escrevendo tão rápido em meus pensamentos que estava a ponto de gritar comigo mesma e dizer : chega, já basta, mas isso não bastaria, afinal, quem me ouviria, e porque eu me ouviria? Se afinal de contas pareço uma louca andando de um lado para o outro, como se estivesse entre a vida e a morte olhando a mim mesma através de uma vidraça vendo os médicos tentando me trazer a vida, isso é inútil como todas as outras coisas e eu deveria saber disso, saber os motivos que me mantém aqui e que as vezes chego á odiá-los mas depois volto á ama-los feito uma mãe que pega um filho em seus braços, quase cheguei a ficar louca de vez eu juro, quando vi tudo branco, detesto tudo branco, me da medo muito medo, por isso prefiro a escuridão, ela me conforta. Ao me ver o espelho velho e manchado olhando para dentro de meus próprios olhos pude enxergar que ninguém sabe a coisa que sente, ninguém conhece a si próprio e nem a alma que tem, estão ocupados demais com suas rotinas chatas e suas vidas planejadas, não digo ao contrário que eu também estou, e isso me sufoca, é como um jogo que você tenta parar mas não consegue há algo maior que você e eu tudo porque todos na realidade somos fracos, frágeis, e insensíveis com os outros e injustos com nós mesmos. No final, todos estão mergulhados em um mar de lamurias e estão satisfeitos com tudo isso, mas não, eu particularmente não estou, desde que eu era adolescente e toda vez antes de dormir olhava debaixo da cama se não havia algum monstro lá, mas estava enganada, sendo enganada por mim mesma, porque o monstro estava em mim, no meu próprio medo, e isso me tornou uma daquelas mulheres um pouco perturbadas e assombradas que acorda no meio da noite e senta na cama chorando sem saber o por quê e depois rindo feito louca sem saber o por quê. 

Poesias e textos de Gerlany Simioni

terça-feira, 22 de maio de 2018

Monólogo das mãos

onólogo das mãos

12 respostas

Fechada e levantada representa força, poder, opinião. Suave como uma bailarina, ela desliza, ela valseia, ela dança, ela medica as chagas, ela enxuga as lágrimas alheias e também as suas escondendo-as por vezes dentro da vergonha da mais profunda solidão da total incapacidade de amar. Mas também com as mãos nós atiramos o beijo, uma pedra, uma flor, uma granada, uma esmola, uma bomba. Com as mãos o agricultor semeia e o anarquista vem e incendeia. Com as mãos, nós construímos o salva-vidas dos canhões, os bálsamos, os instrumentos de tortura, os venenos, os remédios, a arma que fere e o bisturi que salva. Com as mãos o herói impunha a espada e o carrasco acorda. Com as mãos nós tapamos a vista para não ver e é justamente com elas que protegemos a vista para ver melhor. Os olhos dos cegos são as mãos, os mudos falam com as mãos. As mãos na agulheta do submarino leva o homem para o fundo do mar com os peixes e no volante da aeronave atirou-o para o ar com os pássaros. Jesus abençoava com as mãos. O homem para pedir a criatura amada em casamento pede a mão. Agora com um aperto de mãos pode ser o maior pacto de amizade por uma vida inteira. E nos dois extremos da vida quando nascemos para o mundo e quando partimos para sempre ainda são as mãos que prevalecem porque quando nascemos para nos levar a carícia do primeiro beijo são as mãos maternas que nos agasalham e acariciam o corpo pequenininho. E no fim da vida quando os olhos fecham, o corpo gela e os sentidos desaparecem, ainda são as mãos brancas de cera que continuam na morte as funções da vida e a imagem consoladora do Nazareno pregado na cruz vai conosco pra debaixo da terra e nossas mãos cruzadas no peito e as mãos dos amigos nos conduzem e as mãos do coveiro nos enterram.

Eu sei que a gente se acostuma. ..mas não devia.

EU SEI, MAS NÃO DEVIA” [trecho]
Por Marina Colassanti

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada,  a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas,  vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma as máscaras de todos os tipos, mas um dia elas caem.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

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A declamação de Antonio Abujamra, no programa Provocações:

Eu sei que gente se acostuma...mas não devia


Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

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A declamação de Antonio Abujamra, no programa Provocações: